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Presidente do TSE vota em BH e defende referendo a cada quatro anos
Domingo, 23 de outubro de 2005, 13h22
por Agência Estado/Uai

Ao votar no referendo sobre a proibição ou não do comércio de armas de fogo e munição, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso, defendeu a realização no País de consultas populares a cada quatro anos. Ele votou na Escola Estadual Presidente Antonio Carlos, no bairro Sion, zona sul de Belo Horizonte.
"Eu sou muito adepto do referendo. O referendo é o povo sendo chamado a decidir diretamente a respeito de uma política pública. Então eu acho que deveríamos ter referendos de quatro em quatro anos no Brasil, quando das eleições municipais", disse o ministro.
Para Velloso o ideal é a realização do referendo juntamente com as eleições municipais, pleito no qual o eleitor vota apenas em dois candidatos (prefeito e vereador). Então poderia acrescentar uma indagação", sugeriu.
Entre os temas polêmicos que mereceriam um referendo, o presidente do TSE citou como exemplo a discussão em torno de uma lei que permita o aborto no caso de gravidez de fetos anencéfalos (sem cérebros). "Quem sabe uma legislação a respeito poderia ser submetida ao referendo popular. Então o povo poderia discutir".
Velloso disse que não poderia declarar seu voto, alegando que nesse caso poderia "exercer alguma influência". O ministro que possui uma arma de fogo em casa, admitiu que gostaria de colecioná-las. "O colecionador é permitido, não tem nada a ver com o plebiscito. O Estatuto do Desarmamento permite o colecionador. E o colecionador não precisa de munição", justificou.
O presidente do TSE considerou esclarecedoras e em "bom nível" as campanhas tanto pelo voto "Sim" quanto pelo voto "Não". E disse que não acredita que a pergunta formulada causará confusão ao eleitor na hora do voto. "O povo entendeu bem".
O custo total do referendo, segundo Velloso, ficou em "pouco mais de R$ 250 milhões". Ele reiterou que a primeira divulgação dos resultados seria feita às 20 horas com cerca de 70% a 80% dos votos apurados. O ministro votou por volta das 9h15 e depois seguiria para Brasília de onde acompanharia a votação em todo o País.

Confira a notícia clicando aqui.

Postado por Lucas Ribeiro às 13:57
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