A vida das gentes é assim. Às vezes, pensa-se que, por estarem quietas, estão submissas e dominadas. Não é verdade. A quietude também pode ser resistência e luta. Quando a dor é muita e a opressão pesada sempre é tempo de aquietar-se e preparar terreno para novas sementes que germinarão. Então, enquanto os dominadores estão tranqüilos, descansando sobre a paz de cemitério que construíram, os pequenos brotos começam a espocar no chão, lavrado com sangue, suor e lágrimas. Aí, aqueles que se curvavam, quietos, assomam, gigantes. É hora da colheita. É o que acontece agora mesmo nas ruas de centenas de cidades dos Estados Unidos. (...)