A polêmica renúncia de Fidel Castro chamou a atenção da economia mundial para Cuba, que depois de tantos anos vê a possibilidade da abertura comercial com outros países.
Desde que tomou o poder, Fidel tem conduzido o seu país com mãos de ferro, fazendo prevalecer o regime socialista. Ao optar por esta economia no auge da Guerra Fria, Cuba ganhou o apoio da URSS, país com o qual passou a manter ralações comerciais juntamente com outros que também tinham o socialismo como regime vigente.
Porém, como conseqüência deste ato a ilha se isolou do resto do mundo, pois por apresentar um risco ao EUA, potência capitalista desde a Guerra Fria até os dias atuais, Cuba cortou relações com o mesmo e com os outros países que se encontravam vinculados à aquele devido ao apoio econômico. Com o fim da União Soviética, Fidel se viu obrigado a fazer uma reforma econômica no país que governava, pois não receberia o fornecimento de materiais e petróleo da URSS, visto que esta já não mais existia.
A partir de então foram feitos mutirões para construção de casas para a população, as famílias que possuíam dois imóveis tinham o segundo confiscado pelo governo e passado a alguma que ainda não tinha casa, o petróleo passou a ser importado de outro país, e os outros materiais necessários à evolução tecnológica deixaram de existir em Cuba, que passou a produzir o necessário para a sobrevivência da população.
Diante disso, as pessoas começaram a viver sem conforto visto que na ilha não há ônibus para transporte coletivo, são raros os carros, proibida qualquer manifestação contra o governo e praticamente inexistente o conhecimento do que acontece fora do país, pois são restritos os meios de comunicação.
Em contrapartida, Cuba é um invejável exemplo de educação. Com o analfabetismo erradicado, todos têm acesso à universidade, à saúde e à moradia. A miséria existente no país é fruto desse regime igualitário que Fidel insiste em defender.
Percebamos então como o contraste de duas políticas completamente distintas pode refletir de forma tão intensa nas condições de vida da população, mesmo em pequenas distâncias geográficas se pegarmos como exemplo Cuba e EUA.
Apesar de todas as críticas existentes contra o ditador, é preciso ressaltar que Cuba tornou-se referência mundial no que diz respeito à medicina, principalmente na especialidade oftalmológica, tendo seus diplomas reconhecidos em qualquer país, que as pessoas são de fato alfabetizadas, não sendo considerada alfabetização a assinatura do próprio nome como no Brasil, e que apesar de poucos recursos não há uma certa parcela da população perecendo de fome, como temos no nosso país concentrados principalmente na região nordeste.
Diante dos fatos apresentados e das mudanças que poderão acontecer na economia mundial, deixo a você, caro leitor, uma idéia para refletir: Cuba é Fidel?
Desde já parabenizo a Escola Alternativa pela iniciativa de um projeto tão interessante, pela capacidade dos professores palestrantes e colaboradores e pela disponibilidade de não restringir essas informações somente aos seus alunos.
por
Gabriela Carolinde de Sales Ribeiro, via e-mail
Marcadores: 08/03/2008
Postado por Equipe FINPE Alternativa às 11:46
[ ] [
] [
]