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Postado por Lucas Ribeiro às 11:15
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Fidel Castro e o afastamento da presidência de Cuba - "Cuba é Fidel?"
Uma charge que recebi por e-mail para adoçar a palavra:
Saiba mais:
- Blog indicado por Natália Gonçalves: www.desdecuba.com/generaciony

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Postado por Lucas Ribeiro às 21:25
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Cuba é Fidel?
Cuba é um país que adotou o socialismo como sistema econômico. Na época da Guerra Fria era um território estratégico para URSS, já que ficava no "quintal" dos EUA, o grande inimigo dos soviéticos.
Logo com o fim da Guerra e posterior decadência do socialismo juntamente com fim da URSS, a maioria dos países que antes resistiam, tornaram-se adeptos do capitalismo, entretanto o país cubano resistiu e duramente, sendo alvo até hoje de embargos econômicos e isolamento do mudo globalizado.
Durante todo esse período de mudanças, Cuba, tornou-se um país de contrastes. Sob o comando de Fidel Castro, atingiu o índice zero de analfabetismo, possuem uma medicina invejável e uma incrível distribuição de renda, entretanto, simultaneamente, o país se mostra extremamente atrasado em relação a bens de consumo básicos além da grande burocracia que se enfrenta quando o assunto não é educação e saúde.
Apesar da grande pressão externa, o país manteve-se. Inicialmente com o apoio dos soviéticos em seguida, com o fim da república socialista, isolados economicamente.
Passaram-se quase 50 anos desde a subida do líder revolucionário e estadista cubano ao poder que resistiu à invasão capitalista que dominava quase todas as nações, as manifestações eram até mesmo internas (a própria população se colocava contra ao sistema econômico em vigor). Nos últimos anos, Cuba segue tentando sobreviver apesar do embargo econômico dos EUA e começa a dar indícios de uma possível abertura.
Aos 81 anos, o ditador, devido a problemas de saúde, renuncia a presidência. Cuba com certeza mudará. O país deverá aceitar a realidade capitalista gradativamente. A população terá acesso às "novidades" e poderemos dizer que Fidel foi um grande líder mas poderemos dizer também que Cuba pode ser muito maior sem ele.

por Amanda Reis, via e-mail

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Postado por Equipe FINPE Alternativa às 17:55
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Ata de Reunião do Fórum - 08 de março de 2008
O FINPE do dia 08/03, dia internacional das mulheres, teve como tema a trajetória de Fidel Castro e o seu recente afastamento do governo do país, que agora será guiado por Raul Castro, seu irmão. Raul representa uma nova fase na vida dos cubanos e, provavelmente, dará início a uma abertura para o capitalismo.
Cuba é um país praticamente isolado economicamente. Está fora da OEA (Organização dos Estados Americanos) e mantém relações comerciais com alguns poucos países, tais como Brasil, Rússia e Venezuela, de onde recebe petróleo. Se por um lado o embargo econômico imposto pelos EUA após a Revolução Cubana possibilitou a concretização do socialismo na América, por outro deixou os cubanos em uma posição de atraso em relação às outras nações. Os carros que rodam na capital Havana são, em sua grande maioria, modelos dos anos 50, por exemplo.
Apesar do atraso econômico, Cuba é excelência em saúde e educação. A faculdade de medicina do país é referência no mundo. Atualmente, a ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece que o analfabetismo no país foi erradicado.
A criação de uma sociedade socialista é, para muitos, a solução para o problema da desigualdade econômica que, infelizmente, move o capitalismo. A ilha representa a realização da utopia que guardamos conosco: um mundo de igualdade, justiça. Entretanto, para muitos cubanos, ter a liberdade de expressão tolida pelo Estado é uma situação desconfortável. Muitos querem provar do “sabor capitalista”. Basta lembrar de dois atletas que tentaram fugir durante o panamericano no Rio de Janeiro. Se você tem interesse em saber um pouco sobre a visão de uma cubana sobre a atual situação do país, visite o blog www.desdecuba.com.br/generaciony.
Após discutir sobre Cuba e compará-la com nosso país, refletimos: qual seria a melhor opção? Socialismo? Capitalismo? É claro que o equilíbrio entre eles seria a melhor saída, mas será que em pleno século XXI há espaço para uma 3ª via?

por Nathália Gonçalves Laporte, via e-mail

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Postado por Lucas Ribeiro às 15:11
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A chama se apaga, o sonho não acaba
¿Cubalibre a una "Cuba libre" sin Fidel?

Os sonhos não morrem sem antes terem nascido. A chama não se apaga sem um dia ter queimado. Todavia, as revoluções terminam, consumindo os ideais no fogo da mudança e alimentando os sonhos através da história, até que o novo amanhecer seja violado por sangue e lágrimas, trazendo consigo, um novo líder que se doe de corpo e alma à causa por ele defendida.
Talvez a imagem destemida e heróica de Ernesto Guevara, "Che", seja hoje para milhares jovens, um mero acessório no look das sociedades de consumo e não mais, o símbolo da juventude socialista e da liberdade almejada nos anos 60 e 70. O conforto capitalista compeliu o sonho de uma sociedade igualitária, tornando-o recluso à prisão do pensar e do existir. Cuba, a esperança menina da mudança, se fez nódulo talhado por "cale-se" e pela pobreza advinda do embargo econômico imposto à ilha na OEA (Organização dos Estados Americanos), pelo governo estadunidense.
O socialismo cubano, se assim podemos chamá-lo, não foi obra de um sonho, nem do ímpeto revolucionário de Martí, Che e Fidel. Esta doutrina deve-se à aversão à política estadunidense que através de Trujillo e Fulgêncio Batista, generais-presidentes da república, fez dos cubanos escravos dos joguetes e da prostituição, vista nos cassinos e nas periferias da ilha caribenha. O socialismo imposto em dezembro de 1961 foi simples alternativa, não o desejo de uma massa crente nos ideais de Marx, Engels e Lênin.
Sob a sombra do líder Fidel Castro, à esquerda castrista fez da revolução uma ditadura forçada pela potência capitalista, que isolou Cuba a fim de dar início à efervescência que certamente tomaria conta da população, não satisfeita com os mecanismos de controle social e excluída do processo de globalização e de ascensão comum a sociedades de classes. Classes que não foram abolidas da ilha, mas sim, concentradas em duas vertentes: a do inchado e burocratizado Estado, que abriga partidários do PCC (Partido Comunista de Cuba) e servidores públicos; e a população, o que permite dizer que Cuba nunca foi comunista de fato, como pregam alguns.
O paredão, as dificuldades de emigração, as relações castristas rompidas com os governos neoliberais, a miséria, a personificação de Fidel, a precária infra-estrutura e a excessiva concentração de poderes do Estado contrastam com a erradicação do analfabetismo, a saúde de ponta que a confere o status de "a melhor do mundo", com a biotecnologia, com o incentivo ao esporte que fizeram de Cuba uma grande potência olímpica e com as reforma agrária e urbana (moradia a todos).
Desde a Revolução impetrada de Sierra Maestra à Havana, em 1º de janeiro de 1959, passaram-se 49 anos consecutivos de Fidel Alejandro Castro Ruz no poder, que hoje acumula, uma fortuna de 550 milhões de dólares. Agora, com a tão aguardada renúncia deste líder a presidência em fevereiro deste ano, restou-lhe o controle do PCC e comando supremo das Forças Armadas, o que faz do novo presidente Raúl Castro, seu irmão, figura decorativa do Estado Maior.
O fim do castrismo de Fidel trará "cubalibre a uma Cuba libre", abrindo as portas ao capitalismo, a exemplo da China, e às desigualdades alarmantes dos países periféricos ou manteria a ditadura de "ares socialistas"? Apesar do general Raúl, de 75 anos, ser um admirador do modelo chinês, a saída para o atual momento cubano estaria na dita "Terceira Via" ou social-democracia pregada por François Mitterrand, que ao bem da verdade é, o primeiro passo para o socialismo.
Seguindo este modelo, a pequena ilha entraria na fase da "economia socialista de mercado", com maior abertura ao capital estrangeiro, submetido aos planos qüinqüenais e ao reinvestimento dos lucros no próprio país. A educação formaria mão-de-obra consciente, qualificada, participante das decisões e de parte dos dividendos da empresa. Para isto, seria necessária a implementação de leis mais flexíveis à legislação trabalhista, a fim de aprimorar o operário, tornando-o multifacetado. Setores como o turismo, a biotecnologia e a indústria química seriam áreas propensas a investimentos. Agricultura, pesca e pecuária ligar-se-iam diretamente à indústria a fim de agregar valor ao produto bruto. E claro, seria fundamental a redução do Estado e seus supérfluos gastos.
Um regime e milhões de desertados por causa dele. Todavia, Cuba se orgulha, pois como bem disse Fidel: "Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana".

por Lucas Fernandes Alvarenga, via e-mail

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Postado por Lucas Ribeiro às 12:01
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por Marcelo Gomes Sampaio

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Postado por Equipe FINPE Alternativa às 12:15
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Cuba e Fidel Castro
A polêmica renúncia de Fidel Castro chamou a atenção da economia mundial para Cuba, que depois de tantos anos vê a possibilidade da abertura comercial com outros países.
Desde que tomou o poder, Fidel tem conduzido o seu país com mãos de ferro, fazendo prevalecer o regime socialista. Ao optar por esta economia no auge da Guerra Fria, Cuba ganhou o apoio da URSS, país com o qual passou a manter ralações comerciais juntamente com outros que também tinham o socialismo como regime vigente.
Porém, como conseqüência deste ato a ilha se isolou do resto do mundo, pois por apresentar um risco ao EUA, potência capitalista desde a Guerra Fria até os dias atuais, Cuba cortou relações com o mesmo e com os outros países que se encontravam vinculados à aquele devido ao apoio econômico. Com o fim da União Soviética, Fidel se viu obrigado a fazer uma reforma econômica no país que governava, pois não receberia o fornecimento de materiais e petróleo da URSS, visto que esta já não mais existia.
A partir de então foram feitos mutirões para construção de casas para a população, as famílias que possuíam dois imóveis tinham o segundo confiscado pelo governo e passado a alguma que ainda não tinha casa, o petróleo passou a ser importado de outro país, e os outros materiais necessários à evolução tecnológica deixaram de existir em Cuba, que passou a produzir o necessário para a sobrevivência da população.
Diante disso, as pessoas começaram a viver sem conforto visto que na ilha não há ônibus para transporte coletivo, são raros os carros, proibida qualquer manifestação contra o governo e praticamente inexistente o conhecimento do que acontece fora do país, pois são restritos os meios de comunicação.
Em contrapartida, Cuba é um invejável exemplo de educação. Com o analfabetismo erradicado, todos têm acesso à universidade, à saúde e à moradia. A miséria existente no país é fruto desse regime igualitário que Fidel insiste em defender.
Percebamos então como o contraste de duas políticas completamente distintas pode refletir de forma tão intensa nas condições de vida da população, mesmo em pequenas distâncias geográficas se pegarmos como exemplo Cuba e EUA.
Apesar de todas as críticas existentes contra o ditador, é preciso ressaltar que Cuba tornou-se referência mundial no que diz respeito à medicina, principalmente na especialidade oftalmológica, tendo seus diplomas reconhecidos em qualquer país, que as pessoas são de fato alfabetizadas, não sendo considerada alfabetização a assinatura do próprio nome como no Brasil, e que apesar de poucos recursos não há uma certa parcela da população perecendo de fome, como temos no nosso país concentrados principalmente na região nordeste.
Diante dos fatos apresentados e das mudanças que poderão acontecer na economia mundial, deixo a você, caro leitor, uma idéia para refletir: Cuba é Fidel?
Desde já parabenizo a Escola Alternativa pela iniciativa de um projeto tão interessante, pela capacidade dos professores palestrantes e colaboradores e pela disponibilidade de não restringir essas informações somente aos seus alunos.

por Gabriela Carolinde de Sales Ribeiro, via e-mail

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Postado por Equipe FINPE Alternativa às 11:46
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